2018-11-12


Um pé em Bilbao outro no Porto


Um pé em Bilbao outro no Porto num fim de semana improvável para andar de moto…

 

 

No saudoso Verão passado viajei por Africa do Sul e Moçambique com aquela que é a mais “pequena” do catálogo BMW, a G310 GS. Com a chegada do Outono levei a pujante K1600 GTL a uma viagem curta e rápida entre o Porto e Bilbao. À parte todas as diferenças, ambas se revelaram a companheira ideal para o momento.

 

Cabe-me então dedicar duas linhas a esta “inqualificável” obra de engenharia, a BMW K1600 GTL. E para ser justo tenho de começar por dizer que tudo o que à partida me poderia deixar de pé atrás se tornou afinal “abençoado”! Às vezes parece que os tipos que andam nestas motos são uma espécie à parte que não aprecia o vento na cara e não está para empurrar quando é preciso andar para trás. Mas basta escolher um dia de chuva intensa, rajadas de vento, e rumar a norte como se do mal ainda quiséssemos pior, para perceber que quem se atreve aos comandos desta “limousine” de duas rodas, terá todo e mais algum espirito motard que o maior aventureiro em off road! Em pouco mais de 1500 Kms, menos de 100 foram sem chuva, com pendura e algumas “trouxas” nas espaçosas malas. Roupa térmica, fatos de chuva, luvas, capacetes…é tudo fantástico mas nós sabemos que ao fim de 7 ou 8 horas sem tréguas é como um mergulho rápido num tanque! E é aí, que aquele botão mágico dos punhos e bancos aquecidos nos tenta a pressioná-lo! O ecrã elétrico sobe dois palmos. Os modos “Soft” e “Rain” ajustam-se ao piso e à condução. Na hora de tirar o “ticket” da portagem com as luvas calçadas e encharcadas o porta luvas parece “o escritório”! Na hora de pagar…idem…com o cartão multibanco ou as moedas ali à mão. O “R” mágico permite-nos estacionar em qualquer lugar, independentemente se a rua está a subir ou a descer e sem acrobacias e gastos de energia para a puxar para trás! O rádio…bom…o rádio é discutível…muito discutível dependendo de como o usamos…mas ouvir a senhora do GPS pelas colunas de som dá outra confiança! Algures na auto estrada confesso também subi o volume e até ouvi um pouco do relato do “Sevilha-Espanyol”! Mas som…som é o dos 6 cilindros. Que afinação! Esqueçam tudo o que disse antes (até à parte do motor) porque tudo isso montado numa charrua, seguramente não traria diferença alguma ao “animal” que a conduzisse. Mas a K1600 faz de facto toda a diferença pela verdadeira moto que é. Do motor à ergonomia, da segurança ao conforto é coisa de se querer! Diria mesmo, à frente do seu tempo, se os tempos não fossem de grandes engenhos…mas será sempre à frente do seu “tempo”, pelo menos para as carteiras menos arrojadas que terão de esperar algum mais do tal “tempo” para “agarrar” uma com 100 000Kms e alguns anos no livrete. Seja como for e para o que for, esta moto é para gente que gosta de andar de moto, e de uma coisa estou certo…pode haver quem os inveje!

 

Já em Bilbao 3 momentos em que a K1600 GTL pousou …

no Museu Guggenheim

 

 

na escultura de Jeff Koons (Puppy)

 

 

na famosa ponte “Zubizuri” do arquiteto Santiago Calatrava

 

 

e finalmente (como qualquer bom filho) no regresso a casa…disponível para outros que a queiram tentar!

 




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