2018-07-12


Inhambane Dia 6


Ontem fiz exatamente 500Kms. Atravessei a Província de Gaza e entrei na Província de Maputo. Aí segui pela N4, uma estrada que atravessa a fronteira por onde tinha entrado, e se leram esse “Post” hão-de lembrar-se dos meus arrepios em estradas de terra e areia, nessa altura, e por ser de noite, sem ter bem noção onde estava e para onde ia! Há um corte na N4 que implica um desvio e foi mais uma vez uma aventura manter a minha “BABY GS” de pé! Não ser “engolido” pelos camiões era outro desafio! Mais à frente havia mesmo um grupo de jovens “voluntários” com cordas e pás para libertar os atascados...e não lhes faltava clientela! Eu estava a divertir-me mas quando o asfalto voltou senti-me aliviado!




Mas recuemos à N1! Esta estrada liga Maputo a Pemba numa extensão de 2500Kms num só país! É fácil entender a importância desta estrada na vida dos Moçambicanos. O mundo cabe todo ali. E não me refiro aos que a usam para ir de um sítio ao outro. Falo dos que ali diariamente têm a oportunidade do seu negócio. Tudo se vende à face da estrada. De um talho a uma carpintaria, tudo ali se pode encontrar. De entre esses vendedores ambulantes, hoje, como noutros dias, vi várias mulheres a cozinhar na estrada logo pelo início da manhã, com os meios e os ingredientes mais “naturais” com que se pode de facto cozinhar uma refeição!


E assim dedico as próximas linhas, inteiramente às mulheres de Moçambique, que como em qualquer parte do mundo, são o fôlego impiedoso da vida. As mulheres de Moçambique, são de uma beleza notável. A coragem estampada no rosto. O sorriso e a humanidade são ímpares, e as crias “agarram-se-lhes” nas saias ou nos vestidos como um cordão umbilical.


Com estas mulheres que cozinhavam na estrada estive alguns minutos e guardo-as como um dos momentos mais gratos desta viagem.

 



 


 

 

 

 


 

 


 




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